sábado, 23 de julho de 2016

É Amor

Ontem eu disse que te amava um amor pleno e completo. Um amor que ia além de definições de amizade ou de tesão. Que ia além de carinhos e distância. Além da lógica. Um amor necessário. Isto sim é amor.

Ontem eu te defendi e cuidei de você. Por ser você.... você. E te defendi e te amei. Como sempre. Todos os dias. Eu compro suas brigas. Quaisquer brigas. Em "você versus o mundo", pode ser que eu aposte no mundo, mas vou lutar é do teu lado Pra mim, isto também é amor.

Ontem eu saí pra fumar a beira mar. Cigarro simbólico, ponte pra que eu te leve, como sempre, comigo. Amado, tragado, vivo. Tenho você em mim. Quer mais amor que isso?

Eu te amo perto de mim. E te amo distante com uma pitada de saudade. Tempero conhecido num paladar que tanto descobriu contigo. Minha especiaria favorita é você. Viajo o mundo, como comidas diferentes e temperadas e caprichadas.... gourmetizadas. A comida que eu quero? Qualquer uma desde que o cozinheiro seja você. Quero teu tempero, teu gosto, teu doce e sal. Isso só pode ser amor.

Hoje é dia do amigo. Também te amo, amigo. Amigo brother, amigo cantiga medieval, sublimado e distante. Também te amo herói e cavaleiro, te amo pau pra toda obra. Isso não é nada além de tudo: amor.

Hoje, dia do amigo, passo longe de ti como passei o dia dos namorados. Não deixei de ser tua amiga, teu amor, tua namorada. Não quero deixar de ser. Se o futuro nos pertence, não sei. Mas se tem algo que quero de presente, meu maior presente, minha verdade... É você.

Não seria isto... amor?

Então não definamos o amor. Não brinquemos com a palavra. Vivamos dele como o presente que é.

Nosso amor é um presente.
Nosso amor é presente.
Tão presente.
Tão nosso.


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Desastre natural

Raios, tempestades.
Ventania tirando tudo do lugar.
Terremoto.
Eclipse.
Você é um destes eventos (desastres?) naturais que acontecem súbita e abruptamente,
tão naturalmente que não se pode disfarçar...

Um cataclisma.
A erupção de um vulcão.
Um meteoro cortando o céu.
Uma chuva deles, colorindo a noite.
Você é destas coisas sobre as quais se criam as mitologias.
Você é destes eventos que justifica lendas de deuses e gigantes.

Uma avalanche, um deslizamento de encosta.
A rachadura de uma geleira.
Um maremoto.
Você é assim. Avassalador. Incontestável.
Destruidora transformação de mundo.
Muda tudo, todo o relevo, todo clima, toda a vida....
Muda tudo...
em mim.


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Estou indo....

Desculpe.
Eu gostei de você como quem tem esperança na vida.
Gostei como quem sonha com uma coberta macia e uma cama para descansar.
Gostei como amiga e como mulher, gostei sim.
Mas, hoje, vou me despedir. Eu tenho que ir.

Estive feliz e segura do seu lado.
Sem risco... Sem mágoa... Sem explosões.
Sem dizer adeus, sem lágrimas...
Preciso ir.

Você me ajudou em tantas vezes que eu nem mereci... Obrigada.
Me visitou e comprou meus sonhos. Minhas bobagens...
Companhia. Companheiro.
E agora eu preciso te abraçar, e te deixar partir.

Eu tentei não mudar a gente.
Por favor, acredite.
Tentei não magoar um centímetro de você.
Mas não vai dar: é justamente isso que eu vim fazer....
Magoar o mínimo possível, é claro, mas magoar.

Vou te manter num espaço reservado e especial.
Um lugar das coisas que só fazem bem.
Um lugar das coisas pelas quais a gente agradece...
Vou te proteger, guardar, cuidar...
Para que, assim, eu possa ir.

E se eu achasse que eu poderia um dia voltar, eu te pediria que esperasse...
Mas eu não sei aonde vou.
Só sei que vou.
Rápida.
Louca.
Correndo entre os carros.
Desviando daqui e dali, sempre em frente...
Como se na garupa de uma moto, eu estou indo.
Voando.
Desculpe.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

sobre amar

Eu ainda te amo com a mesma intensidade absurda.

É, não virou ódio nem mágoa.
Não virou nem uma saudade triste.
Continuo com o mesmo sentimento aqui.
Um carinho absurdo e uma vontade de cuidar.

Aí me perguntam, mas então... por que não procurar ele?
E eu respondo: é que, desta vez, eu tô me amando pra caralho também.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Epifania

Faltou honestidade.
Não foi falta de amor. Nem foi falta de amar.
Foi como quem salta, desesperadamente, de um barco naufragando.
Eu tentei mais do que nunca aprender a te velejar...
Você tem potencial pra cruzar todos os oceanos, os ares, pra realizar o que quiser...
Mas você não quer, mas você não quis tentar novas rotas.
Preferiu ser o barco de sempre. Atracado...
Você, com medo de enfrentar novas tempestades em mares nunca antes navegados, tremeu.
Com medo de ser arrebatado por uma onda, afundou, sozinho, ainda no cais.

Desculpe.

Com muito sofrimento e engolindo muita água eu aprendi a nadar.
Não posso deixar que você me naufrague assim.

Trilha sonora triste. Luz indireta. Silêncio.
No coração as mesmas notas e as mesmas frases de desculpa e arrependimento. Uma tristeza cheia de saudade. Uma saudade cheia de mágoa... mas sem lágrimas. Uma dor que dói só por dentro. Que esmaga e consome, mas que não pede ajuda por saber que não há solução para dores com nome e sobrenome. Sofre-se quieto.
Não se pode pedir ajuda pelo mesmo assunto sempre. Não se pode sofrer pela mesma causa. Não? 
Então, lidando com a falta, aprendendo com a decepção, aturando a ausência, digerindo sozinha, eu sinto muito. Sinto só. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

2016

O ano é novo.
Eu não.

O ano é dois mil e seis e faz onze anos que me formei. Quatorze anos já passaram desde que mudei de cidade. Oito deste que tinha vinte e já são dez anos que respondo legalmente por meus atos. São uns cinco ou seis anos de formada na faculdade. Graduações comecei quatro, Terminei uma. Larguei uma. Troquei uma por outra e esta eu estou terminando. Tenho uma pós. Falo dois idiomas e meio. São dez anos desde que prestei vestibular pela primeira vez e dois dias desde que prestei, talvez, pela última.

Moro em duas casas, em duas cidades. Sempre num um só país. Mas já viajei por uns...  mais que cinco e menos que dez. Três continentes. Muitos estrangeiros.

Tenho vinte e oito anos. Muitos amigos, duas grandes famílias, duas afilhadas, uma penca de primos, um número maior ainda de primos postiços, uma quantidade ainda maior de alunos, um número muito menor de afairs e dois ex-namorados.

E nesse monte de número, eu gosto muito mesmo do número treze. Número da sorte pra mim, do azar pra muitos. É quase o dia do meu aniversário. É a soma de cinco e oito, números dos quais gosto muito. É. Sou dessas. Não gosto do quatro. Nem do sete. Gosto do cinco, do seis, do oito.

Dia treze de janeiro, primeiro mês, de dois mil e dezesseis... Espero que seja o dia um da parte dois, a melhor parte, da minha vida.




terça-feira, 1 de setembro de 2015

Retornos

A Terra... ela é redonda. E ser redondo quer dizer que algo se inicia e termina onde recomeça e se encerra sem acabar.

Eu tinha medo de coisas assim, ciclos sem fim. Ainda tenho, na verdade. Acho que coisas sem fim podem ser perigosas. Entenda, o perigo não está em não acabar, mas na insistência em existir e continuar, como uma mancha que não sai ou uma ferida chata que não cicatriza.

Pois bem, estava eu com uma cápsula do tempo em mãos. Sim, um objeto que guardava em si parte da minha vida, todo um tempo, todas as fotos, muitas das memórias. As boas, em pastas visíveis, as ruins em cantos esquecidos... Seria este um atalho para um desses ciclos sem fim?

Sabe essas formigas suicidas que andam em círculos até morrer? Elas não sabem que estão se matando. Elas só percebem que tem que andar... E andam... Repetindo mais do mesmo, sem perceber, sem saber parar, numa coisa desesperada e fatal.... sem fim...
Não queria ser uma delas.

Mexi, abri, vi. Vi que tinha muita coisa pra jogar fora. Percebi que as coisas insistem e existem o tempo que a gente deixar. Entendi que nem toda história deve ser prolongada. Aceitei que as coisas que não fazem mais bem devem mesmo chegar ao fim.

Guardei o que do ontem julguei digno de memória. Joguei fora o que me doía, deletei históricos e abri espaço no hd.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Hashtag

Incrível como, nos tempos de #hashtag, seguir uma simples #hashtag é seguir todos os passos de uma história de #amor.

Mais um retorno

Estava estudando (procrastinando, postergando, enrolando e demais palavras quase sinônimas) quando uma mensagem inesperada me jogou aqui. "Como vai seu blog?" ... ih, é mesmo, como vai o meu blog?
Sim, um blog.
Um sempre vivo, ainda que meio morto, blog.

Então estou eu aqui. Sem nenhum sentimento gritante. Sem nenhuma dor insuportável. Sem mágoas que mereçam palavras pensadas e, às vezes, rimadas.
Estou aqui como quem encontra um álbum velho e lembra de coisas e momentos ou como alguém que localiza a chave de uma porta há muito antiga e trancada.
Estou como quem visita uma casa que é e sempre foi sua, mas que mudou um pouco, empoeirou na  ausência, sofreu calada a solidão do silêncio.

Sem mais metáforas, voltei. Cá estamos, eu, você, as palavras... Mais uma vez.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Resumo da ópera

Ele não tinha previsão ou ambição de futuro.

E ela tinha.

Muitas ambições.
Muita paixão.
Muito amor.
(E não deixou um segundo de amar e amar...)

Mas até onde estava disposta a abrir mão do futuro que sempre sonhara por ele?
Até onde estava disposta a abrir mão de si mesma?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Minhas cores

O mundo girou.  As cores, as tintas, os pincéis... tudo se misturou.
As telas colorindo-se e sendo coloridas. Respingos azuis, verdes, escorrem no rosa um vermelho escuro sem fim. Deixo secar o óleo. Deixo a cor dormir.
As pontas de lápis descansam na mesa, mancham minhas mãos cansadas de giz. Os restos de borracha apagam em sonho as escapadas da mão, os olhos fechados já esquecem. O papel, canson rancoroso, não apaga essas marcas tão fácil assim.
Com um compasso, caminho novo traço. Sempre voltando e passando pelas mesmas curvas. Constantes curvas. Todas suas, as minhas curvas.
E nesse mundo que eu tento retraçar, apagar, mudar de tom... vou e volto. Redondamente esbarro, após ir procurar, nas tuas cores.
E vejo que ainda usas as cores que te dei.

Do silêncio da tela em branco emerge toda uma palheta de Infinitos... Todo um sem fim que já não mais me importa:
- Você ainda pinta com as minhas cores.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Você ainda tem a mim

Eu ainda sinto seus braços apoiados, largados,no meu quadril. Eu ainda sinto sua pele. Seu peito respirando pesado não me deixando dormir. Eu ainda sinto falta da companhia, do amigo, do antes de tudo que acabou acontecer. Eu ainda sinto.

Eu ainda tenho cada coisa que você me deu. Cada desenho. Cada quadro. Todas as nossas fotos. O pingente. O imã. Os souvenirs de viagens. Blue rays. DVDs. Todos os livros.

Eu ainda tenho você.
Por isso, sem mais, sem menos, você tem a mim.

domingo, 16 de novembro de 2014

Pode vir

Eu vi o que estava acontecendo.
E eu deixei.
Deixei você dominar tudo.
Deixei cada centímetro de mim à sua disposição.
E foi delicioso.

Eu ouvi seus cuidados comigo.
"olha o carro"
"vem aqui"
"cuidado com a escada"
Eu senti sua mão na minha perna.
Seus carinhos no meu braço.
Cafuné.

Eu vi o que estava acontecendo.
E eu deixei.

É que minha carência e meu precisar de carinho
agora ocupam tudo em mim...
             (E combinam mais com uma hipótese de futuro,
                    do que com uma saudade de passado.)

Vem ser minha hipótese de futuro.
Eu vejo o que está acontecendo.
E eu deixo.
Pode vir.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

De noite

Meu sonho,
como o sono você chega, sorrateiro.
Sem alarde, com calor e conforto, com carinho... Dormi.
E então, domina minha noite, toma pra si tudo de mim.
Embebeda, enebria, enlouquece.

Minha insônia,
como a falta de sono, a falta de futuro, a falta de calma...
Como toda e qualquer angústia, você se instala.
Toma pra si os espaços vagos, senhor de mim.
Mantém meus olhos abertos, meu corpo aceso,
fico ligada, alta, dopada.
Não posso abrir mão.

Amanheço como quem não dormiu,
um misto de saudade da noite e remorso pelo sono perdido.
Um misto de cansaço e de alegria das noites bem passadas em claro.

Minhas noites são tuas.
Meus dias são teus.
Meu maior. Meu sonho. Pesadelo... eterno.
Insone, sigo.
Até o dia em que, ainda sonhando, eu acorde....
                        e perceba que a gente, de fato, aconteceu.

domingo, 9 de novembro de 2014

Possibilidades

Todos os outros são infinitos.
Todos os outros são plenos e falhos em toda e qualquer coisa.
São vazio e completude, a eternidade e o efêmero que... já passou.

Todos os outros tem em si os beijos, os carinhos...
Em todos há o sexo, há o romance.
Em todos há a possibilidade de sim.

Em você, meu querido, a certeza do não.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Bye.

Hi. This is me. Again..And for the last time.
I do not have your numbers anymore. I deleted your pictures. Soon I will not have you in any kind of network. For good. 
I loved you. And to get rid of this big empty space that old, forgotten feelings leave behind, I will erase you too.
I will be the nice young lady you once met. I will say my goodbyes. Then, when I am done saying goodbye, I will erase all of those you brought to my life. Hopefully, as I let each one of them go, you will be definetly gone too.
I can't put you away like an old toy. But I can, and I will keep you out of my life.... out of my sight. Nothing that can come from you will be good for me now.
And I am sending you this letter to announce my decision. 
And I expect that you will read it and understand that I need yours.
(You won't read. You won't understand)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

vazio

Agora que estamos encerrados, acabados, totalmente finalizados, eu grito nossa vida e escancaro nossa realidade para quem quiser ouvir.
E por que fazer isso?
Porque você não ouve.
Não ouviu.
Não quer ouvir.
Foram meses em que eu falava com o silêncio e vivia a espera das suas explosões de romance e carinho. Eu deveria ter ficado? Deveria ter tolerado seu silêncio? Seu frio? Esse inverno todo pela esperança de um dia ao sol, como antes, como sempre?
Não.
Não mereço a espera nem o talvez. Não mereço a ausência presente. Não mereço, não quero.
Então eu realmente deixei isso tudo pra trás. E o pior? Você já não estava lá pra ser deixado.
Deixei pra trás todo o vazio que você deixou.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Game over

Sim, acabou. Livre, leve e solta. Não tenho mais quem me prenda. Mundo, aí vou eu. Voando solo. Planos individuais. Coragem, menina. Tatuagem, menina. Se joga. Acabaram-se as trevas. Fim da idade média. Chega de ser julgada pelas suas crenças.  Chega de ser julgada por ser bem tratada e bem tratar. Nunca mais ser chamada de mimada. Nunca mais ouvir alguém sugerir no que eu deveria mudar. Nunca mais desmarcar coisas porque bateu cansaço súbito. Nunca mais não ir a um show porque tem multidão. Nunca mais você! 

Não tenho mais que me preocupar com ausências e com outras mulheres. Não quero saber com quem você dorme. Com qual imunda vai gozar. Nenhuma será tão boa e tão doce, tão apaixonada como eu. Que você se esbalde em relações sem amor, sem alguém que apóie seus sonhos. Sem alguém que ajude você. Você vai estar só. Sem uma energia que queira te amar e proteger, sem luz.
Quero que se sinta sozinho. Que meta nas bucetas alheias e sinta falta da minha. Da minha boca. De me sentir sempré tão perto.
Quero que não tenha mais companhia pra jogar videogame. Sem irmão. Sem amor. De que adianta todos esses jogos se ninguém quer saber que o batman desvendou mais um mistério? 
Quero que durma só. Ter alguém uma noite ou outra, você vai ter. Mas quero que durma só. Sem pele. Sem conchinha. Sem massagem nas pernas e beijos no corpo todo.
Quero que sinta minha falta. Que veja o batman, que use os lápis, que deite nas almofadas e lembre de mim. Quero ser lembrança indelével. Quero que você se lembre.
Quero que não seja respeitado. Que seja traído e sinta na pele o que é essa ferida. Que seja mal tratado. Que não tenha alguém disposta a te satisfazer e que não pense sempre no seu bem estar e sua alegria. Você vai sentir minha falta.
Quero que não tenha com quem discutir mucha e depois videogame, vangogh, assistir star wars. Quero que sinta falta de parceria nos jogos de tabuleiro. Que fique um buraco enorme. Quero que tenha dimensão do que perdeu.
Quero que sinta falta de cantar. De ouvir minha voz. De falar inglês e fingir que é gringo. Sinta falta de alguém que vá a feira de gibis. Que te acompanhe na loja de miniaturas. Que assista todos seus filmes. 
Sinta falta de cafuné. 
Sinta falta de ser chamado pra jantar. De conhecer lugares, de ser mimado. Sinta falta de todo esse amor intenso e louco que só quer amar e amar e morrer de amar.
Sinta falta de presentes fora de época. De alguém que sempre quer acertar. De quem não poupa esforços por você. Sinta falta de alguém que tope jantar em restaurante caro ou comer pizza na mão, na cama, vendo duro de matar 54.
Você perdeu a melhor pessoa que poderia ter. Não se iluda achando que essas suas amigas serão melhores. Elas não podem ser. Elas não são eu. Não te amam como eu. Não jogaram todas as fichas em você como eu. Muito fácil ser a mais legal quando só se é um buraco p meter e um ouvido p ouvir. Quando se é um corpo todo, mãos, pele, olhos, desejos, sonhos, alma e coração, a coisa fica bem mais difícil. 
Te amei muito. Queria ficar e casar com você. Não deu.
Você perdeu.

domingo, 10 de agosto de 2014

Pense

Eu sei todos os motivos pra ficar com você. Sei da amizade. 
Da lealdade. 
Do amor. 
Da química.
Dormir de conchinha. 
Da vontade de ter filhos, futuro, um ateliê e uma sala de cinema com todas as nossas miniaturas. 
Sei que queremos sair daqui.
Sei que nada importa quando a gente se deita e se aconchega. Você me esquenta e deita no meu corpo. 
Sei ser sua. Sei te fazer meu.
Sei do seu jeito carinhoso e da maneira de me fazer derreter. 
Sei do seu cheiro. Do seu jeito. Das suas manias.
Sei dos seus defeitos. Sei das suas qualidades. 
Sei você em todos os sentidos. Bíblicos, pagãos, mundanos.
Amo tudo que existe em você e quero seus defeitos, suas dificuldades, nossas discordâncias.

Por isso mesmo, por tanto amar, por tanto amor, essa espera me é doída: não posso sofrer em paz, viver o luto da sua ausência e não posso me entregar pacífica e alegre a sua presença. 
Só posso esperar.
Esperar. 
Esperar e torcer para que a segunda briga em mais de um ano não decrete a morte do que a gente construiu.
Esperar re focalizar as energias para acreditar que quando a 10 dias você disse querer "muitos mais meses", era verdade. 
Esperar e ter fé que quando fizemos um ano e você disse que terminar não era opção, não passava pela sua cabeça, você tinha sido sincero.
Esperar confiante de que você sabe do dano de um remédio no meu corpo e ter a certeza de que você entende que eu o tomei, lidando com todas as loucuras por ele provocadas, pra te dar mais prazer. Faço tudo pra te dar prazer. 
Espero. 
E espero não um esperar Penelope, certa do amor e do regresso. É um esperar doloroso e quem está entre o sim e o não. 

Pense nas coisas todas que a gente viveu. Nas noites de filmes. Jogos. Arte. Música. Sexo. Muito sexo. Sexo de manhã. No banho. Trepada. Amorzinho. Muito papo. Videogame. Risos. Abraços. 
Nas idas ao cinema. Nos jantares. Nas aulas de artes. Nas aulas que te ajudei a preparar quando você já não queria estar ali. 
Pense na companhia. No companheirismo. No tanto que eu invisto e apóio sua arte. Nas imagens. Nos presentes. Pense no tanto que encorajo seu desenvolvimento. Nas ofertas de aula de inglês, nas idéias de projetos. No muito que eu tento te ajudar e ser parte do que você é. 
Pense nas visitas feitas juntas e a todos os lugares aos quais fomos. Pense em todos os lugares aos quais ainda temos que ir. Família. Amigos. Furadas e programas incríveis. Nada importava mais do que o fato de terem sido feitos com todo e por todo amor.
Não deixe que um momento destrua isso. Não deixe.

Lembro que no começo da relação você disse que você era prioridade. Eu sabia. Tudo bem. Olha as coisas deliciosas que a gente viveu "apesar de" você não querer priorizar a relação? Agora é igual. Tudo bem você estar mais quieto. Tento te procurar menos, podemos só nos ver no fim de semana. Tenha paciência comigo. Eu te amo. Você é meu melhor amigo. Meu cúmplice. Me deixa ouvir sua voz, não esquece do meu boa noite. Ainda podemos viver maravilhas. Vem comigo.
Dê mais uma chance pra felicidade.

Eu quero muito te fazer feliz