domingo, 1 de fevereiro de 2009

Piscina de Cocô

(ou "Le Grand Finale dum grande amor", como preferir)

"- Essa relação é uma Piscina de Cocô.
- Anh?
- Imagina que você está numa piscina. E de repente a água começa a cheirar mal e fica podre. Vira uma piscina de cocô. Você quer sair mas cada vez que você vai pra borda, te chamam de volta e você mergulha. Mergulha no cocô.
- Eu estou ficando com raiva de você. E não é assim.
- É assim! Ó! Agora você já saiu do cocô, tá limpinha, cheirosa, cheia de novas oportunidades e quando te chamam de novo, pra voltar pra onde você estava, você ainda quer voltar a nadar no cocô!?! Pensa bem, faz sentido?
- Não. Mas ainda estou com raiva de você.
- Está com raiva porque sabe que é verdade."

E assim acaba uma história de amor (ainda havia amor? será?).... Pela enésima vez.

Um comentário:

Usuale disse...

Soneto do Amor

Este infinito amor de um ano faz
Que é maior do que o tempo e do que tudo
Este amor que é real e que contudo
Eu já não cria que existisse mais.

Este amor que surgiu insuspeitado
E que dentro do drama fez-se em paz
Este amor que é túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.

Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno, interminável e tardio
A deslizar macio pelo ermo...

E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo.


Autor: (Vinícius de Moraes)

Foi retirado pelo site:

http://www.ziipi.com/result?pesquisa=poesia+de+amor