Percebeu o tempo desperdiçado. Percebeu o quanto se segurou às coisas todas que não levariam a lugar algum, o quanto se protegeu. Desta vez, ficou claro o tanto que se entregava e se envolvia com o que, certamente, daria errado, com as pessoas mais difíceis, com os relacionamentos impossíveis.
O fracasso, a dificuldade, o desafio eram muito sedutores e não deixavam que se percebesse o quanto o amor deveria ser simples, poderia ser fácil.
Honestamente?
A facilidade era entediante. As coisas muito simples não costumam prender a atenção.
E, então, prolongava-se a espera... pelo amor impossível, pelo sonho, pelo conto de fadas.
Não podia acreditar que deveria se satisfazer com um relacionamento frágil, sem arroubos e explosão, sem paixão de verdade. Não conseguia aceitar que as pessoas são, em sua inquestionável maioria, iguais, medianas, médias. Não tolerava esses relacionamentos insossos, esses nem sal nem doce, essa coisa meio termo, meio triste.
Não queria se acomodar e amar pela metade.
Do que que você está falando?!
#hashtag
altos papos
cartas
coisas crônicas e cotidianas
contos de fadas
cores
de verdade
desabafo
desabafos
despedida
diálogos
el
Ela
Ele
Eles
empoderamento
espanhol
estações
fábulas
feminismo
filosofando
frio
futebol
histórias
inglês
metalinguagem
Nerd
o inferno são os outros
odisseias
parte 2
Perguntar carece: Como não fui eu que fiz?
personagens
Planos infalíveis
profissão: professor
rapidinhas
Rio
Rock in Rio
romantiticas
São Paulo
sequências
Tu
versificando
viagem
virada
4 comentários:
Me identifiquei com esse pensamento cíclico, que deliberadamente insiste em algo que faz mal. Deliberadamente e honestamente. Aceitar a incapacidade de mudar é um grande passo (que não leva à nada, neste caso).
E você sabe falar de amor. Admirável.
amar pela metade é não amar...
Esse sou eu buscando o mais difícil, encontrando prazer no que bata de frente. É isso que me movimenta.
Fantástico Lu!
Querer o que é impossível e refutar o que é possível, mas não tão aventureiro quanto o impossível. Tem certeza que o real é tão insosso assim?
Ou há um bloqueio em se fantasiar com o que é possível!? Em se entregar?
No mundo das idéias, tudo é aventura. Mas é nele que a felicidade é parcial, metade, cômoda... no mundo real há a resposta, o toque, o amor, o ouvir e falar, o sentir em duas vias, e não em apenas uma.
Sou muito chata por ter voltado ao início, na parte do "tempo desperdiçado"? Te amo muito, prima, honestamente! Quero muito ver você feliz!
E você sempre escreve lindamente!
Postar um comentário