quinta-feira, 14 de março de 2013

Sobre acreditar

Falei com você. Coisa de dez minutos. Coisa de gente que se falar sempre, um papinho, um como foi seu dia, um "café amanhã?". Marcamos como se houvesse tempo. Planejamos como se fosse simples. Ignoramos toda a ausência e uma constante distância porque, agora, você está aqui.

Sorrisos.

Uma despedida, um te vejo amanhã... E um enorme desespero de perceber a falta que você me faz. Não que não soubesse, mas talvez não quisesse saber. Talvez essa fase de ser honesta com sentimentos e tentar entender o que se passa tenha me revelado o tanto que é difícil ficar sem poder  te ver. Essa distância me consome. Sempre consumiu. E agora, é como se eu andasse desprotegida. Meio sem anjo da guarda, meio sem confidente. Meio sem Dom Quixote - ou Dom Juan - que me deixe acreditar no sonho... ou no amor.

Mas, hoje, nada importa. Nem a saudade que volta em poucos dias. Nem o tempo curto, nem nada. Amanhã eu vou te ver e, entre um gole e outro de café, vou acreditar em tudo que quiser.

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