sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Minhas cores

O mundo girou.  As cores, as tintas, os pincéis... tudo se misturou.
As telas colorindo-se e sendo coloridas. Respingos azuis, verdes, escorrem no rosa um vermelho escuro sem fim. Deixo secar o óleo. Deixo a cor dormir.
As pontas de lápis descansam na mesa, mancham minhas mãos cansadas de giz. Os restos de borracha apagam em sonho as escapadas da mão, os olhos fechados já esquecem. O papel, canson rancoroso, não apaga essas marcas tão fácil assim.
Com um compasso, caminho novo traço. Sempre voltando e passando pelas mesmas curvas. Constantes curvas. Todas suas, as minhas curvas.
E nesse mundo que eu tento retraçar, apagar, mudar de tom... vou e volto. Redondamente esbarro, após ir procurar, nas tuas cores.
E vejo que ainda usas as cores que te dei.

Do silêncio da tela em branco emerge toda uma palheta de Infinitos... Todo um sem fim que já não mais me importa:
- Você ainda pinta com as minhas cores.

Nenhum comentário: