sábado, 17 de abril de 2010

Gostava muito da época em que as palavras me deixavam feliz, satisfeita... Daquela época em que eu conseguia colocar em letras tudo que se passava por dentro. Era como se toda minha energia pudesse ser convertida em texto e então deixasse de me inquietar. Existe ainda essa energia, essa confusão que deveria se converter em texto, mas que eu simplesmente já não sei traduzir em nada e que fica presa em mim, me sufocando.

Nessas horas releio coisas antigas, releio poemas, visito os escritos dos outros, idéias alheias, busco novos autores... Tudo em uma tentativa - quase - desesperada de ter uma uma idéia genial, uma epifania. Mas epifanias não podem ser buscadas.

Por isso eu não as acho.
E não escrevo.

4 comentários:

Ludmila . disse...

Uma triste ausência de palavras enquanto os sentimentos transbordam.
Sei bem.

=o*

Eduardo Lara Resende disse...

Escreva. Sobreviva.

Sunahara disse...

Às vezes as palavras se calam, mesmo com muito a ser dito dentro de você. A gente não escreve só com palavras, querida... =)

Beijos

Artur Gelumbauskas disse...

Parece que também perdi alguma coisa no caminho. Lembro de ler assim que você escreveu, mas não consegui sequer um suspiro. Não que não houvesse sentimento. É que ficou guardado. E na hora de expor, nada. Como se tivesse algo tão grande dificultando que a gente acaba por desistir.
Eu ainda quero responder muitas coisas suas... mas ainda continuo desse jeito. =(
Saudades...