quarta-feira, 4 de agosto de 2010

vizinhos

O ranger dos degraus de madeira da escada, a mão na maçaneta... O tilintar das chaves anunciava que alguém tinha chegado. Passos no piso de madeira do prédio antigo batucavam um ritmo e ele chegava a ver a dança dos quadris dela. Cômodo a cômodo ela caminhava, deixando cair uma bolsa dum lado, a pasta do outro. Ele seguia o mesmo percurso, ouvindo com os olhos no teto. Ela passeava todo dia na imaginação dele. Que linda que era a vizinha do andar de cima.

2 comentários:

Sunahara disse...

Poucas coisas conseguem ser sutis e contundentes ao mesmo tempo.

Adorei!

Unknown disse...

Poético!
Lindo, Lu! Parabéns!