segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Carta de desculpas

Desculpa.

Eu te abandonei.... Desculpa! Você que me ouviu, me protegeu e que tantas vezes me manteve sã. E salva. Desculpe, de verdade. Me perdoe por esse abandono, por esse silêncio...? Pelas chamadas nunca retornadas e mensagens não respondidas?

Não é que não te ame, amo sim, claro, mas você sabe, tenho problemas com a fidelidade. Ser só de um, cuidar só de um, ter um sonho, uma meta, um ponto de vista... tão complicado... Unidade é difícil pra mim, sempre foi. É aquela história de perder tempo, das oportunidades não se repetirem.... Você sabe como é. E como eu sou, você sabe. É tudo todo o tempo, sempre.


Eu sei da sua fidelidade, desculpa mesmo não ser como você. Mas sua idade garante sorte de principiante e sonhos de eternidade e alegria. Garante que não existam toneladas de emoções prévias querendo gritar a cada passo. Desculpa, você - ainda - não entende o que é isso.


E não dá pra entender, querido, não dá. Não basta eu explicar o que é. Por maior o drama que eu consiga fazer, não será uma emoção.... será minha re-interpretação de emoção e portanto racionalizada e razão, entende? (Nunca sei se você entende o que eu falo. Sei que não é tão iniciante na vida assim, sei que conhece histórias e sei que deve ter algumas... mas será que entende a densidade do que eu falo?)


Vai sempre existir esse espaço entre nós. Cada passo que você dá, é um passo meu também, percebe? E nisso, o que acontece com a distância? Simplesmente existe. E a dificuldade também. E vai tudo continuar assim.


Mas não desista de mim.


Aceite meu retorno, minhas desculpas, minhas explicações.
Ouça o que te conto, me ajude e cuida de mim.
Preciso que me ouçam, que me entendam e de você.


Só não fique comigo somente porque preciso contar com você.
Fique porque eu te gosto.
Amo você.

3 comentários:

Sunahara disse...

Gostei da sinceridade.

Acho q vc não gosta desta coisa de trocar o resto do mundo por um.

Também acho q não é só uma questão de vivência entender, sim de visão de vida.

Tomara que aceitem suas desculpas :)

Beta disse...

Eu preciso de um nome...

Artur Gelumbauskas disse...

Isso é complicado. Eu não tinha o menor problema de ser de uma só, pelo contrário, nunca quis uma divisão.
Mas quando nos pegamos dentro disso, é tão mais difícil. Hoje eu gostaria tantas coisas mais... estava pensando esses dias: não é porque quero mais de uma pessoa que sou o canalha. Se eu quero mais alguém, é porque não sou completo com o que tenho. Não sou completo da forma como eu era na época em que eu não topava dividir. E a monogamia é que deveria ser considerada errada no meu caso: ao inves de acrescentar as coisas, somos obrigados a jogar algo fora. Não quero uma suruba... mas já foi a época em que eu acreditava ser impossível amar duas pessoas ao mesmo tempo.
Tá custando para minha felicidade chegar...