domingo, 27 de março de 2011

A cidade toda apita. O vizinho de cima passeia pela casa, andares abaixo alguém faz uma obra. Lá fora uma sirene anuncia angústias. Buzinas apressadas, trovões.

Perdida no barulho, não sente nada. Nem pensa, nem reflete. Não ama.
A metrópole exige paixões explosivas, quase incendiárias.
Chove.
E sobra pouco silêncio pro amor.

2 comentários:

Sunahara disse...

Gostei =)

Marcelo Moro disse...

ainda a palidez urbana de uma bela menina... sim , te entendo, é preciso botar mesmo fogo no circo, mesmo sendo perigoso não achar a porta de emergência....