Não sentia que iria amar de novo tão cedo. Tinha provado um tipo de amor que nunca poderia se repetir. E acostumou-se com o muito, com o tudo, com o demais. Não iria aceitar o por pouco, por hoje. Não ia trocar fidelidade canina e idolatria fanática por interesses em comum e um colo pra dormir. Não podia trocar algo que mexeu com sua cabeça e desestruturou seu coração por um carinho súbito.
Como chamar essas coisas pelo mesmo nome?
Como comparar um terremoto que cria montanhas, cordilheiras e vales com um sentimento que não deixa nem as pernas bambas?
Como ela poderia responder "te amo também"?
Como ela poderia responder "te amo também"?
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