Eu estou num barco à deriva.
Não tenha como controlar
a força da (tua) natureza que se impõe:
Teu mar, teus ventos, tuas ondas...
Tudo em ti me atinge e me move.
Meu corpo barco precisa do teu balanço para continuar navegando.
Navegar é preciso, viver não é preciso.
Navegaria sempre, se preciso fosse,
Até novamente ter a ti, minha odisséia.
Não tenha como controlar
a força da (tua) natureza que se impõe:
Teu mar, teus ventos, tuas ondas...
Tudo em ti me atinge e me move.
Meu corpo barco precisa do teu balanço para continuar navegando.
Navegar é preciso, viver não é preciso.
Navegaria sempre, se preciso fosse,
Até novamente ter a ti, minha odisséia.
Hermes me avisou....
"Da Natureza não há fuga".
Dela pode-se tudo tirar e a tudo se submeter.
Sugo tudo que há de ti.
Por ti sou igualmente consumida
no nosso eterno movimento...
Cala-se, passivo, Cronos,
silenciado pela nossa eternidade.
"Da Natureza não há fuga".
Dela pode-se tudo tirar e a tudo se submeter.
Sugo tudo que há de ti.
Por ti sou igualmente consumida
no nosso eterno movimento...
Cala-se, passivo, Cronos,
silenciado pela nossa eternidade.
Se nosso eterno chegar ao fim?
Se o movimento cessar, como poderei aportar?
Tuas baías e enseadas naturalmente me aguardam.
Nelas consigo perceber-te cais,
desejando e aguardando-me silenciosa e amorosamente.
Teus braços restinga me circundam...
A noite toda. O dia inteiro.
Se o movimento cessar, como poderei aportar?
Tuas baías e enseadas naturalmente me aguardam.
Nelas consigo perceber-te cais,
desejando e aguardando-me silenciosa e amorosamente.
Teus braços restinga me circundam...
A noite toda. O dia inteiro.
Poseidon não me atinge mais.
Afrodite me inveja.
Afrodite me inveja.
As noites recortadas pelos poderes de Zeus,
que clareia o céu em luz para espionar nosso movimento,
São testemunhas da subida diária de tua intensa maré...
A lua te chama e tu atendes... trazendo água até mim....
E eu guardo em mim teus respingos noturnos.
que clareia o céu em luz para espionar nosso movimento,
São testemunhas da subida diária de tua intensa maré...
A lua te chama e tu atendes... trazendo água até mim....
E eu guardo em mim teus respingos noturnos.
Teu ar me infla. Eu me rendo à vontade da tua boca,
Meu Dionísio de riso grande, de lábio macio...
Se tua natureza não me tocar a todo tempo, que serei eu?
Barco sem rumo? ...não quero ser.
Tenho norte e sei onde ir.
Meu Dionísio de riso grande, de lábio macio...
Se tua natureza não me tocar a todo tempo, que serei eu?
Barco sem rumo? ...não quero ser.
Tenho norte e sei onde ir.
A sábia Atenas me guia, Eros me provoca...
As sereias tentam me seduzir
para que me afogue em outros mares.
Chamam-me para as pedras,
para que me destrua nos rochedos.
Não.
Não vou.
As sereias tentam me seduzir
para que me afogue em outros mares.
Chamam-me para as pedras,
para que me destrua nos rochedos.
Não.
Não vou.
Aguardo pacificamente
a hora em que tua deliciosa geografia
me receberá por inteiro.
Aguardo a hora de aportar na tua natural praia selvagem...
E viver tal qual náufrago...
Refém e entregue a ti.
a hora em que tua deliciosa geografia
me receberá por inteiro.
Aguardo a hora de aportar na tua natural praia selvagem...
E viver tal qual náufrago...
Refém e entregue a ti.
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