Salto, batom, decote. Brincos grandes pra dançarem junto com ela, com os cabelos, os quadris... E a música, calor, bebidas, corpos todos juntos dançando.
Ela busca uma bebida, olha a pista, dança de leve, sorri. Um outro drink, um mais forte desta vez, e ela acaba no centro da pista. Do chão sobre um calor de pés dançando... Sente todo seu corpo quente ao som da música. O coração resolve dançar também. Toda no ritmo, sente o carinho dos esbarrões de outros corpos, de outras mãos, muitas malícias. O abraço de um desconhecido, um elogio, o volume da música, está tudo bem....
Fecha os olhos num sorriso e se entrega. Não tem porque disfarçar, não tem porque resistir, quer ser toda da noite. Quer o suor, o calor, o ritmo. Quer dançar, muito. O efeito do álcool, girando o mundo um pouco mais rápido que o normal fazia tudo parecer especialmente perigoso.
É toda tato, toda calor. Seu corpo satisfeito, livre de alma e mente, não pára, não esfria. Um par de mãos se aproxima devagar, se acomoda nos seus quadris. Ela não pára de dançar, não reage, não reclama. Seu corpo diz que sim, que ele chegue mais perto, que dance com ela a noite toda.
A festa tinha começado.
2 comentários:
deu uma vontadezinha agora...rs
um texto sólido falando do abstrato desejo satisfatóri cheia de racionalismos e querencias, a dor , o desejo, a paixão, por essas coisas a gente mata e os anjos dizem amém, por essas coisas a gente morre estando vivo e sem morrer ninguém...
um belíssimo texto, diria brilhante.
beijo na autora
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