quarta-feira, 15 de abril de 2009

quinze de abril

[desculpas aos aniversariantes do dia, nada pessoal]

Hoje é um dia que dói.

Um dia de saudade e tristeza, um dia de despedida. Não gosto de hoje. Ou melhor, de ontem, dia 15, que acabou. Finalmente.

Juro que tentei encarar esse dia quinze como um dia de memória, de relembrar, de saudade. Não tenho maturidade pra isso... pronto, assumi. Eu sinto saudade, eu lembro.... e eu sofro.

Esse dia me dói. E eu sofro por mim e por quem eu mais amo. Basicamente por todos que eu realmente amo. E sofro várias vezes. Dia doído, ardido... Dia ruim.

Dia de luto. Dia filho da puta que levou gente que eu amei embora. Antes de conhecer, antes de conhecer melhor... definitivamente antes da hora. Definitivamente cedo demais.

Dia maldito! Que você não tivesse existido nunca! E o (meu) mundo estaria, de fato, mais completo.

Rogo pragas pra você, "quinzedeabril", dia amargo, diazinho desimportante. Quero te esquecer, rasgar do calendário, da agenda, da memória.

Dia 15 de abril tudo vem à tona e coisas se misturam numa salada de melancolia, tristeza, mágoa.
E eu me dou ao direito de, uma vez ao ano, um dia só, ter uma real mágoa, estar triste de verdade, brigar com o passado, não tentar superar coisa alguma, sofrer pelo que vale a pena... E é esse o meu dia triste, você, dia 15 de abril.

Te odeio, quize de abril, odeio.

Tirou chances de convívio, tirou sonhos, tirou tanta coisa... se eu fosse enumerar... ahhh, 15 de abril, desculpe, mas não gosto de você.

Devolva quem você levou, devolva, dia vil, baixo, sacana, egoísta! E devolva a eles dois, ao menos, os vinte anos de vida que você roubou de cada um, 15 de abril, inferno de dia!

Espero nunca te encontrar... nem ano que vem.