O dia tinha sido tenso, a semana horrível.
Ela chega ao bar combinado uns 40 minutos depois da hora marcada. Isso não era surpresa: Bia sempre se atrasava, ele já sabia. Olhares cansados buscavam um rosto conhecido entre a multidão de possibilidades. Encontram-se.
João esperava sentado numa mesa no canto, acompanhado de um copo cheio e um garrafa de cerveja, quase vazia. Quando a viu entrar, um sorriso apareceu em seu rosto, sem que ele sequer tentasse disfarçar. Ela, que já tinha tanto reconhecido quanto sido reconhecida, virou-se para ele e foi, rápida e ansiosamente, até a mesa.
Como sempre, ele se levantou da cadeira para recebê-la num abraço inteiro. Só que desta vez ela não respondeu o abraço. Aninhou-se no dele, encostou sua cabeça no ombro do namorado e deixou escorrer uma só lágrima...
-Eu te amo... tanto...
Ainda bem que ele estava ali.
Do que que você está falando?!
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