quinta-feira, 7 de abril de 2011

Danke, Apfelstrudel...

É interessante perceber o que acontece quando nos aproximamos daquilo que odiamos sem conhecer.
Quando se abre espaço para o desconhecido que tanto assusta e nos deixamos envolver por sua história, por suas dores, seus ódios... quando deixamos de entender o outro como um mero monstro e vemos o que há nele de humano, de bonito - e o que há de monstro em nós... Nessa hora em que baixamos a guarda e superamos muros e barreiras, por nós mesmos construídos, mudamos por dentro. Finalmente.

Umas pessoas, uns olhos, uns livros, um pouco de espaço. Pronto. Já não existia o monstro que todos nós criamos. E que eu percebia em mim e alimentava e alimentava. É verdade que há partes do passado que, de tão doídas, não podem ser ignoradas, mas... são parte do passado. Não há justiça alguma em punir a juventude, as crianças, o hoje pelo erro de tantas gerações atrás. É covarde. É se igualar ao algoz, é buscar vingança.

Devemos nos sensibilizar por essas novas gerações. Permitir que saiam da sombra em que vivem escondidas e conheçam o orgulho de serem o que são. Permitir que vistam suas bandeiras, suas cores... Que pensem nas coisas boas e grandiosas conquistadas...

E carreguem em si o passado como uma lição, como algo a ser evitado... não como fardo.

Danke, Apfelstrudel...


Carioca.


Pensei muito em você hoje, torta de maçã...

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