segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sinceridade 2

Lembra de quando eu acreditava em você?


Eu acreditei tanto, malandro. Acreditei todas as vezes que você disse que ia terminar, que não gostava de fazer isso, que ia se arriscar, ia saber ficar sozinho. E em cada beijo, cada cartão, cada abraço. E todas aquelas vezes que você disse que seria justo - não comigo, mas com ela. Acreditava que você era diferente, que era ético. Acreditava que meu amigo nobre, o cavaleiro romântico, era de fato nobre, romântico.
Agora acho estranho ser sua amiga, tanta mentira que eu sei, tanto segredo que eu guardo. Tanta coisa pra disfarçar...
Você não cuida de quem te ama, de quem se dedica e confia em você. Você não diz a verdade pra quem merece ouvir e se consola com quem não merece ter você. Queria tanto que você fosse o que eu imaginava que você era.
Não acredito nas suas palavras, não acredito na sua fidelidade, nas suas verdades. E daí, né? Não sou eu que tenho que acreditar...
Mas não se preocupe, meu nobre malandro... Não vou contar seus segredos, contar suas mentiras.
E nem te rejeitar e nem te dizer não. Vou não.


Lu.

Um comentário:

Marcelo Moro disse...

uma, duas, três, mais...entregas sinceras, coração sem muros, portões abertos e porões que clamam por mão , palavras, idéias, bebidas, risadas, ópio...ócio, isso em pessoas comuns damos o nome de carência, em você não tem nome, é remédio sem bula, doença sem cura...você é deliciosamente Rara...